Guia Com Tudo Sobre Sistema De Pagamento

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Com o aumento das transações online, o sistema de pagamento deixou de ser suporte e passou a ser parte da engrenagem financeira. Ter meios de pagamento adequados evita possíveis fricções nas vendas e traz uma experiência mais fluida para o cliente. Saiba como estruturar o seu.

O Brasil vive uma transformação acelerada na forma de pagar e receber. Com o avanço dos canais digitais, ter um sistema de pagamento se tornou parte central da operação financeira, tanto no varejo quanto em empresas mais estruturadas. 

Esse movimento é refletido nos números: em 2024, as vendas online no Brasil somaram R$ 204,3 bilhões, com 414,9 milhões de pedidos contabilizados, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Neste conteúdo, explicamos o que é um sistema de pagamento, como ele se encaixa nas rotinas de cobrança e recebimento e quais pontos devem ser considerados ao escolher uma solução para médias e grandes empresas. Confira!

O Que É Um Sistema De Pagamento?

Um sistema de pagamento é uma estrutura que suporta a transferência de valores entre quem paga e quem recebe. 

Pode ser físico, como maquininhas, ou digital, como gateways e Pix. Ele envolve instituições como bancos, operadoras ou adquirentes de cartão, responsáveis por registrar, autorizar e liquidar as transações.

Como Sistema De Pagamento Funciona?

Um sistema de pagamento conecta a empresa aos bancos, processando transações com segurança. Ao inserir os dados, o sistema criptografa e envia as informações ao banco adquirente, que consulta a bandeira e o banco emissor. 

Se aprovado, o valor é reservado e a compra confirmada. Depois, ocorre a liquidação entre bancos e o repasse para a conta da empresa, conforme o prazo (1–2 dias no débito, até 30 dias no crédito).

Para boleto bancário, o sistema gera um arquivo CNAB ou faz registro direto no banco, criando um título com código de barras. Quando o cliente paga — por internet banking, lotérica ou aplicativo — o banco retorna um arquivo de retorno (CNAB) indicando a quitação e o sistema registra o pagamento automaticamente.

No caso do Pix, o sistema fornece uma chave Pix ou QR Code. Ao efetuar o pagamento, o banco emissor confirma a operação em tempo real e envia notificação via API, fazendo a liberação imediata do produto ou serviço.

Quais São Os Principais Meios De Pagamento?

Hoje, o Brasil combina métodos tradicionais e digitais no dia a dia de pagamentos, com destaque para o Pix, que se tornou o mais usado do país. Ainda assim, outros meios continuam relevantes, cada um atendendo a diferentes contextos de compra.

Os principais meios de pagamento são:

  • Pix: digital e instantâneo, é o mais utilizado. Já evoluiu e agora tem o Pix Por Biometria (automático), para pagamentos recorrentes, como mensalidades e assinaturas, sem precisar de ação do usuário a cada cobrança.
  • Cartão de crédito: popular pela possibilidade de parcelamento e amplamente aceito no comércio físico e online.
  • Cartão de débito: usado para compras à vista com saldo em conta, principalmente no varejo.
  • Dinheiro em espécie: ainda comum em transações informais e de pequeno valor.
  • Boletos bancários: bastante usados no e-commerce, em contas e cobranças empresariais.
  • Carteiras digitais: facilitam pagamentos online e por aproximação no físico.
  • TED: hoje menos usados por pessoas físicas, mas presentes em operações de maior valor.
  • Vales alimentação/refeição: utilizados por trabalhadores formais em supermercados e restaurantes.

Quais As Vantagens Do Sistema De Pagamento Para Médias E Grandes Empresas?

À medida que a empresa cresce, o volume de pagamentos e a complexidade das rotinas financeiras aumentam, exigindo uma solução de pagamento para estruturar esse fluxo de forma mais prática e confiável.

Ela contribui com:

  • Integração automática com o ERP, prevenindo erros manuais.
  • Padronização dos processos de pagamento, com controle mais rígido sobre cada etapa.
  • Segurança nas transações, com proteção de dados e mecanismos antifraude.
  • Redução de custos operacionais, centralizando transações e diminuindo a dependência de tarefas manuais.
  • Relatórios atualizados, com visão consolidada dos valores pagos, recebidos e pendentes.

Esse tipo de solução faz o time financeiro trabalhar com dados consistentes, menos interferência manual e processos mais organizados.

Como Configurar Um Sistema De Pagamento Digital Para Sua Empresa?

Configurar um sistema de pagamento digital vai muito além de escolher se sua empresa vai receber por boleto ou Pix. A seguir, veja os quatro pontos-chave para estruturar esse sistema da forma certa.

Principais Canais De Vendas

Comece identificando onde as cobranças acontecem: e-commerce, aplicativo, vendas presenciais, entre outros. 

Cada canal exige um meio de pagamento diferente, formatos específicos (como boleto híbrido ou QR Code Pix dinâmico) e integração com sistemas distintos. Ter clareza sobre isso poupa de criar processos paralelos e facilita centralizar tudo em um único sistema.

Necessidades Técnicas

O sistema escolhido precisa conversar com seu ERP e com os bancos. Dentre os pré-requisitos, inclui gerar remessas de pagamento e cobrança automaticamente, sem exigir que seu time baixe arquivos ou edite layouts bancários. 

Algumas plataformas mais robustas já trazem essas integrações homologadas, o que agiliza a implantação e reduz o risco de erro. Também vale considerar se o sistema suporta multiempresas, multiaprovadores e rastreabilidade das etapas.

Opções De Pagamento Escolhidas

Boletos, Pix, cartões, transferências… quanto mais opções você oferecer, maior a chance de suavizar a inadimplência e facilitar a vida do cliente. 

O ideal é que todas essas formas de pagamento estejam disponíveis em um único painel, com baixa automática no ERP, retorno bancário processado sem ação manual e possibilidade de gerar comprovantes ou faturas consolidadas, por exemplo, para transportadoras ou adiantamentos a fornecedores.

Medidas De Segurança

Aqui entram os controles de acesso, níveis de aprovação, logs de alteração e regras de compliance. Empresas que lidam com grande volume financeiro precisam cuidar que cada movimentação seja validada por quem deve aprovar, com rastreabilidade completa. 

Além disso, é importante contar com criptografia, integração segura com os bancos e conformidade com políticas internas e auditorias.

Quais São As Tarifas Associadas Aos Sistemas De Pagamento Digital?

Pagamentos digitais envolvem custos que variam de acordo com o provedor. As tarifas mais comuns são:

  • Por transação: percentual sobre o valor + taxa fixa;
  • Mensalidade: cobrada pelo uso da plataforma, especialmente com recursos extras como relatórios e automações;
  • Estorno: taxa aplicada mesmo quando a empresa vence a contestação;
  • Conversão de moeda: custo adicional em vendas internacionais.

Ao escolher um fornecedor, não olhe só para o preço. Avalie também pontos como segurança contra fraudes, usabilidade da plataforma e qualidade dos relatórios. Considere o volume de vendas, ticket médio e países atendidos para entender qual modelo tarifário se encaixa melhor no seu negócio.

Como Escolher O Sistema De Pagamento Para A Sua Empresa?

Escolher um sistema de pagamento exige atenção à estrutura da sua operação. A solução precisa ser compatível com o ERP da empresa, suportando integrações que executem tarefas manuais como envio de arquivos ou atualização de planilhas. 

Também é importante que o sistema ofereça suporte a múltiplos bancos e meios de pagamento (Pix, boletos, cartões, TEDs, etc.), centralizando os fluxos em uma única plataforma.

Outro ponto relevante é a segurança: verifique se há regras de aprovação, registro de histórico e conformidade com políticas internas. Dessa forma, se garante mais controle em empresas com várias áreas ou filiais. 

Por fim, avalie o suporte técnico: quem realiza a homologação bancária e orienta a equipe durante a implantação e o uso? Um sistema eficiente deve atender às necessidades técnicas e operacionais sem sobrecarregar o time financeiro.

Qual O Melhor Sistema De Pagamento?

Não existe um “melhor sistema de pagamento” que funcione para todas as empresas. A escolha depende dos pontos mencionados no tópico anterior.

Para médias e grandes empresas, que precisam lidar com múltiplos bancos e automatizar processos de ponta a ponta, o mais indicado é adotar um gateway de pagamentos integrado ao ERP, como o da InnCash.

O gateway da InnCash foi desenvolvido para centralizar toda a jornada de pagamentos e cobranças em um único ambiente, sem depender de planilhas, uploads ou acessos manuais a bancos. Ele oferece:

  • Pagamentos via Pix, TED, boleto, folha e reembolso;
  • Integração direta com o ERP para baixa automática e conciliação;
  • Gestão financeira multiempresa e múltiplos níveis de aprovação;
  • Rastreabilidade e compliance com as políticas internas da empresa;
  • Suporte a mais de 200 bancos, direto da plataforma.

Empresas que usam ERPs como Protheus, Focco ou Space conseguem ganhar controle e velocidade com uma solução como a do InnCash, muito mais nivelada ao dia a dia financeiro do que sistemas genéricos ou VANs bancárias.

Estruturando os pagamentos da sua operação

Conforme o volume de pagamentos cresce, as tarefas manuais se tornam um gargalo. Empresas que lidam com múltiplos bancos, centros de custo e níveis de aprovação precisam de um sistema de pagamento que automatize essas etapas, registre os processos e reduza o risco de erro.

O InnCash é uma plataforma que executa pagamentos via Pix, TED, boleto, folha e reembolso, com integração ao ERP, baixa automática, conciliação bancária e gestão multiempresa. É uma estrutura voltada para médias e grandes empresas que precisam de padronização, rastreabilidade e conexão direta com os bancos.

Entre em contato para ver uma demonstração de como aplicar essa automação no seu financeiro.

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